O futuro do Brasil está nas mãos da juventude
O poder dos jovens na inovação social pode transformar a nossa sociedade

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“O futuro do Sul Global está nas mãos de seus jovens. Mais de 85% dos jovens do mundo vivem na África, Ásia, América Latina e Oriente Médio.”
Com esta afirmação contundente, o artigo do Fórum Econômico Mundial intitulado Do esforço pessoal à mudança sistêmica: como os jovens do Sul Global podem liderar a inovação social apresenta os jovens como verdadeiros agentes de transformação e protagonistas de um futuro mais justo, inclusivo e sustentável. No entanto, a publicação destaca a importância de oferecer o apoio adequado: “quando se proporciona aos jovens a combinação certa de capital, suporte e redes de colaboração, eles deixam de ser recebedores passivos de mudanças ou ajuda para se tornarem arquitetos de novas possibilidades”.
O Brasil reúne uma das maiores populações jovens da América Latina. E, embora persistam desigualdades em educação, emprego, acesso a serviços e oportunidades, tudo indica que as novas gerações desejam impulsionar soluções a partir de seus próprios territórios e comunidades.
A realidade confirma essa tendência: mais de 16% dos empreendedores têm entre 18 e 29 anos, e o empreendedorismo juvenil cresceu mais de 20% na última década, segundo dados do Sebrae e do IBGE. Além disso, de acordo com a ANPROTEC, o país conta com aproximadamente 369 incubadoras e 35 aceleradoras que funcionam como ambientes de formação, acompanhamento e conexão com redes de investidores e mercados.
No entanto, a inovação social não se resume ao empreendedorismo tradicional. Trata-se da capacidade de resolver problemas sociais de forma sustentável, escalável e colaborativa. Por isso, ela não depende apenas do impulso individual, mas também do ecossistema que a sustenta. Assim, quando os jovens têm acesso à conectividade, ferramentas práticas e formação, suas ideias deixam de ser apenas sonhos e passam a ganhar forma. E, com o tempo, podem se transformar em projetos e modelos de negócio que geram impacto real e duradouro.
O Brasil avançou significativamente na oferta de educação técnica, universitária e formação profissional para jovens; em programas públicos de inclusão e empreendedorismo; em espaços de experimentação; e, igualmente importante, no crescente reconhecimento do papel da juventude na construção de soluções.
Cada vez mais, a sociedade enxerga os jovens como atores legítimos da transformação social, incorporando-os nos processos de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas. E esse reconhecimento é fundamental: quando a juventude é ouvida, a inovação social torna-se uma força imbatível.
O Brasil, com todos os seus desafios, oferece um cenário favorável para que essa energia seja canalizada com impacto e transforme realidades concretas. Por isso, na Fundación Mapfre trabalhamos para impulsionar projetos transformadores por meio dos Prêmios Fundación Mapfre de Inovação Social, que já estão na sua nona edição e hoje são uma referência no ecossistema de inovação social do país.