A escola, um espaço decisivo para a saúde mental

Apresentamos o estudo Desafios e Boas Práticas para a Promoção da Saúde Mental nas Escolas

Apresentação do estudo sobre promoção da saúde mental nas escolas da Fundación Mapfre, com profissionais promovendo o bem-estar emocional

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Saúde

A saúde mental, definida pela Organização Mundial da Saúde como um estado de bem-estar que permite às pessoas desenvolverem suas capacidades, lidarem com o estresse cotidiano e enfrentarem as dificuldades da vida, tornou-se uma preocupação crescente em nível global — especialmente quando se trata da infância e da adolescência, etapas fundamentais do desenvolvimento emocional, social e acadêmico.

Atualmente, estima-se que entre 10% e 25% das crianças e dos jovens em todo o mundo vivenciem algum tipo de sofrimento psíquico. A gravidade da situação fica evidente em um dado especialmente alarmante: o suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo e a segunda entre adolescentes de 15 a 19 anos no Brasil.

Nesse contexto, a escola se destaca como um espaço decisivo, um ambiente indispensável para o cuidado com a saúde mental. No entanto, embora 8 em cada 10 instituições de ensino reconheçam esse tema como um grande desafio, menos da metade consegue implementar ações concretas e sustentadas ao longo do tempo.

Com o objetivo de compreender melhor essa realidade, em 2025 iniciamos o estudo Desafios e Boas Práticas para a Promoção da Saúde Mental nas Escolas, desenvolvido em colaboração com a Universidade Federal de São Paulo. A pesquisa concentrou-se nos estados de Minas Gerais e São Paulo, dois dos maiores sistemas educacionais do Brasil, que juntos reúnem mais de 14 milhões de estudantes e cerca de 740 mil docentes.

Realizado de forma virtual, com a participação de professores e equipes gestoras de escolas públicas e privadas, o estudo coletou, por meio de um questionário online, as percepções desses profissionais, analisou suas práticas e identificou os principais desafios enfrentados.

Os resultados apontam sinais promissores: 81% dos profissionais já implementam alguma ação de promoção da saúde mental e, além disso, cerca da metade percebe um impacto positivo no clima escolar e no bem-estar dos estudantes.

Ainda assim, persistem limitações significativas: apenas 39% das escolas contam com psicólogo e 30% com assistente social. A isso se somam a falta de formação específica, a escassez de recursos e o estigma que ainda envolve a saúde mental. O consenso é claro quando se discute o público-alvo dessas ações: 99% dos respondentes consideram que elas devem ser direcionadas tanto aos estudantes quanto aos docentes.

O estudo também apresenta uma série de recomendações para a promoção da saúde mental nas escolas, como formação continuada, cuidado institucional com a saúde mental dos profissionais da educação, prevenção da violência escolar e promoção da saúde mental dos estudantes, entre outras.

Esta pesquisa integra o programa Viver com Saúde, um conjunto de iniciativas que busca construir, de forma coletiva, uma cultura escolar baseada na escuta, no cuidado e no bem-estar emocional compartilhado.