FUNDACIÓN MAPFRE

Cultura

Apresentação

O Instituto de Cultura tem como objetivo promover e desenvolver atividades e projetos relacionados às artes, letras, à história e a outras manifestações culturais, tanto da Espanha como em outros país
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09/11/2011 18:17:00 postado por: Postado por FUNDACIÓN MAPFRE

Entrega oficial do Prêmio González Ruano de jornalismo



No último dia 20 de outubro, Alberto Manzano, Presidente da FUNDACIÓN MAPFRE, entregou , o Premio González-Ruano de Jornalismo a Jorge Edwards, por seu artigo La serpiente de san Miguel, publicado nos jornais La Segunda (Santiago do Chile) e El País (Madri), em junho de 2010.

A entrega foi realizada no prestigioso Hotel Hitz, em Madri. Além do troféu, o vencedor também recebeu um prêmio de 30 mil euros.

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28/10/2011 10:29:00 postado por: FUNDACIÓN MAPFRE

Festival 4+1: Coletiva de Imprensa



No último dia 20, aconteceu no Centro Cultural do Banco do Brasil, a coletiva de imprensa da 2ª. edição do Festival de Cinema 4+1, promovido pela FUNDACIÓN MAPFRE.

Na data, os jornalistas convidados para cobertura do evento contaram a presença do Dir. do Instituto de Cultura da FUNDACIÓN MAPFRE (Espanha), Ignácio González Casasnovas; da Diretora da delegação da FUNDACIÓN no Brasil, Fátima Lima e Francisco Raposo, representante do CCBB-RJ.

Após a coletiva, foi apresentado aos jornalistas o filme  Chantrapas, de Otar Iosseliani, que também concorre ao prêmio de 20 mil euros no Festival.

O festival acontece de 26 a 30/10, no Centro Cultural do Banco do Brasil, Rua Primeiro de Março, 66 – centro – Rio de Janeiro. 

Para assistir aos filmes online, acesse WWW.festival4mas1.com.


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26/10/2011 10:47:00 postado por: Sucena Shkrada Resk

É lançado primeiro volume da coleção História do Brasil Nação: 1808-2010

A FUNDACIÓN MAPFRE lançou nesta quarta-feira, dia 28 de setembro, o primeiro volume da coleção História do Brasil Nação: 1808-2010, que recebeu o título de “Crise Colonial e Independência: 1808-1830”, em coedição com a Editora Objetiva.

A iniciativa integra o projeto América Latina na História Contemporânea. O Projeto foi desenvolvido em mais nove países (Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, México, Peru, Portugal e Venezuela), pela instituição e pelo Grupo Santillana, sob direção de Pablo Jiménez Burillo. A publicação estará disponível nas livrarias de todo o Brasil.
 
Serão publicados mais cinco volumes, até o primeiro semestre de 2013, sob direção da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz. As obras contam com a autoria de 28 especialistas. Como diferencial, à coleção será agregada a exposição itinerante de fotografias “Um Olhar sobre o Brasil: a fotografia na construção da imagem da nação, que será composta por mais de 300 fotos, entre originais, reproduções, peças e objetos históricos. A inauguração será no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, em junho do ano que vem

“... O Brasil tem dimensões continentais e é por isso que a coleção no país tem características distintas (como o livros de fotografias e a exposição). Contamos com o trabalho de historiadores de grande prestígio. O objetivo é atender a um público geral, não só acadêmico...”, disse Burillo.




A obra “Crise Colonial e Independência: 1808-1830” tem um total de 280 páginas e foi coordenada pelo diplomata Alberto da Costa. O volume é dividido nos seguintes temas e autores: 
- População e sociedade (Alberto da Costa e Silva);
- A vida política (Lúcia Bastos Pereira das Neves, historiadora);
- O Brasil no mundo (Rubens Ricupero, diplomata);
- O processo econômico (Jorge Caldeira, cientista político)
- Cultura (Lilia Moritz Schwarcz)

 “A responsabilidade é muito grande, pois é o primeiro volume da série. O objetivo foi tornar a leitura acessível a qualquer tipo de leitor... A obra apresenta a história contemporânea, sob diferentes visões,  e ao mesmo tempo é inovadora”, destacou Costa e Silva. E completou – “História é aquilo que pensamos e imaginamos que foi; é sonhar às avessas, sonhar com o passado”.

Segundo Lilia, o projeto gráfico dos volumes não contém notas de rodapé e apresenta fotos ao longo das páginas, justamente com o objetivo de tornar as obras mais arejadas.



 Essa mesma divisão temática se repetirá nos demais volumes:
2 – A construção nacional: 1830-1889 (coordenação de José Murilo de Carvalho);
3 – A abertura para o mundo: 1889-1930 (coordenação de Lilia Moritz Schwarcz);
4 – Olhando para dentro: 1930-1960 (coordenação de Angela de Castro Gomes);
5 – A busca da democracia: 1960-2010 (coordenação de Daniel Aarão Reis);
6  - Um olhar sobre o Brasil. A fotografia na construção da imagem da nação: 1833-2003 (curadoria de Boris Kossoy/Vladimir Sachetta e Lilia)
 
Livro: Crise Colonial e Independência: 1808-1830
Volume 1, Coleção História do Brasil Nação: 1808-2010
Coordenação: Alberto da Costa e Silva
Direção: Lilia Moritz Schwarcz
Concepção: FUNDACIÓN MAPFRE
Coedição: FUNDACIÓN MAPFRE e Editora Objetiva
Edição: Roberto Feith e Daniela Duarte
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28/09/2011 10:24:00 postado por: Sucena Shkrada Resk

Agenda: Festival Simultâneo de Cinema 4+1 será em outubro

  

Em sua segunda edição, o Festival Simultâneo de Cinema 4+1 (FC4+1), da FUNDACIÓN MAPFRE, será realizado de 26 a 30 de outubro, em espaços culturais do Rio de Janeiro, de Bogotá, de Buenos Aires, da Cidade do México e de Madri.

Para ampliar o acesso, também disponibilizará gratuitamente online, a agenda oficial da programação, por meio da plataforma MUBI.

No Brasil, as exibições terão entrada franca e ocorrerão no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro), na capital fluminense.

Haverá a seção oficial, com filmes recentemente apresentados em festivais internacionais, além da seção especial, que homenageará uma personalidade cinematográfica. No ano passado, foi o cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul.

Confira a seleção dos 14 filmes que concorrerão ao Prêmio do Público do 4+1:
- Belle Épine (Rebecca Zlotowski, 2010);
- Chantrapas (Otar Iosseliani, 2010);
- Color Perro que Huye (Andrés Duque, 2011);
- Curling (Denis Côté, 2010);
- King of Devil´s Island (Marius Holst, 2010);
- Lucía (Niles Atallah, 2010);
- Meek`s Cutoff (Kelly Reichardt, 2010);
- My Joy (Sergei Loznitsa, 2010);
- Morgen (Marian Crisan, 2010);
- Mundane History (Anocha Suwichakornpong, 2009);
- Nénette (Nicolás Philibert, 2010);
- Nostalgia de la Luz (Patricio Guzmán, 2010);
- Outrage (Takeshi Kitano, 2010) ;
- Tilva Rosh (Nikola Lezaic, 2010).

Fora da competição, estarão os filmes Familystrip (Luis Miñano, 2009) e Asalto al Cine (Iria Gómez Concheiro, 2010).

O vencedor receberá 20.000 euros. A votação ocorrerá por meio de cédulas que serão distribuídas ao público, durante as sessões.

A produção mais votada no ano passado foi Les Plages d’Agnès (2008), da cineasta Agnès Varda.

As informações sobre a programação podem ser encontradas no site www.festival4mas1.com. (S.S.R.)

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08/07/2011 17:25:00 postado por: Agencia Vm2

Conheça o vencedor do Prêmio González-Ruano de Jornalismo

O Instituto de Cultura da FUNDACIÓN MAPFRE concedeu o prêmio González-Ruano de Periodismo a Jorge Edwards, por seu artigo La serpiente de san Miguel, publicado nos jornais La Segunda (Santiago de Chile) e no El País (Madri), em 11 e 15 de junho de 2010, respectivamente.

 
O premio equivale a 30.000 euros e a uma escultura original de Venancio Blanco. Fizeram parte do júri desta convocatória: Alberto Manzano (Presidente), Pablo Jiménez Burillo (Vice-presidente), Manuel Alcántara, Nélida Piñón, Juan Fernández-Layos, Darío Jaramillo, Vicente Verdú, Ignacio Camacho (ganhador do prêmio em 2007) e Daniel Restrepo (Secretário).



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18/04/2011 18:33:00 postado por: Sucena Shkrada Resk

Exposição de Max Ernst é premiada pela APCA

A FUNDACIÓN MAPFRE celebrou, na noite de 29 de março, no SESC Pinheiros, em São Paulo, a conquista do prêmio como ‘Melhor Exposição Internacional de 2010’, na categoria Artes Visuais da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), por trazer pela primeira vez ao Brasil, a mostra Max Ernst – Uma Semana de Bondade. A coleção esteve exposta no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (MASP), entre 23 de abril e 25 de julho do ano passado. O público apreciou, neste período, 184 colagens do artista alemão (1891-1976), sendo muitas delas inéditas. O que mais chamava atenção nas obras eram os detalhes surrealistas e críticos ao comportamento que imperava na sociedade europeia, entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial. Nada convencional, por sinal, o que trouxe uma dose extra de originalidade interessante de se observar, diga-se de passagem. A coleção integra o acervo do francês Daniel Fillipacchi e já percorreu museus europeus. Entre eles, o D`Orsay, e da Fundación MAPFRE, em Madri, a partir de 2008.

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30/03/2011 16:39:00 postado por: Agencia Vm2

XXXVI Prêmio González-Ruano de Jornalismo - 2011

A FUNDACIÓN MAPFRE convoca para o XXXVI Prêmio González-Ruano. O prêmio de caráter anual está dotado com 30.000 euros e uma escultura original de Venancio Blanco.

Nesta edição poderão participar todas as pessoas que apresentem um artigo escrito em língua espanhola que tenha sido publicado em formato impresso durante o ano de 2010 em jornais ou revistas de qualquer parte do mundo. O prazo de inscrição ENCERRADO - 30 de abril de 2011.

O prêmio será concedido atendendo à qualidade literária dos artigos e seu interesse geral, como reflexo de algum aspecto da realidade viva do nosso tempo. O tema é livre, mas a FUNDACIÓN se reserva o direito de excluir os artigos que, por sua forma ou conteúdo, sejam incompatíveis com os critérios expostos, com o respeito exigido às pessoas e às instituições ou com a neutralidade quanto às diferentes opções ideológicas, políticas ou religiosas que devem presidir a atuação da FUNDACIÓN.

 

Bases da convocatória


Poderão participar todas as pessoas que apresentem um artigo escrito em língua espanhola que tenha sido publicado em formato impresso durante o ano de 2010 em jornais ou revistas de qualquer parte do mundo.


O prêmio será concedido atendendo à qualidade literária dos artigos e seu interesse geral, como reflexo de algum aspecto da realidade viva do nosso tempo. O tema será livre, mas a FUNDACIÓN MAPFRE se reserva o direito de excluir os artigos que, por sua forma ou conteúdo, sejam incompatíveis com os critérios expostos, com o respeito às pessoas e às instituições ou com a neutralidade quanto às diferentes opções ideológicas, políticas ou religiosas que devem presidir a atuação da FUNDACIÓN MAPFRE.


O prêmio possui caráter anual e não poderá ser repartido ou declarado sem vencedor. Está dotado com:
- 30.000 euros em espécie.
- uma escultura original de Venancio Blanco.


Os trabalhos – um por autor, original do jornal ou revista do artigo publicado – deverão estar acompanhados do nome ou pseudônimo habitual e domicílio do autor, telefone de contato, mencionando local, data e título da publicação e um breve currículo profissional.
A falta de apresentação da referida documentação será motivo suficiente para sua não admissão.
A documentação deverá ser enviada para:

Premio González-Ruano de Periodismo
FUNDACIÓN MAPFRE
Instituto de Cultura
Paseo de Recoletos, 23.
28004 Madrid – España


O participante autoriza o tratamento de seus dados pessoais voluntariamente fornecidos  para a administradora do prêmio. O arquivo se encontra sob supervisão e controle da FUNDACIÓN MAPFRE, Paseo de Recoletos, 23. 28004 Madri, Espanha, que assume a responsabilidade pela adoção das medidas de segurança de caráter técnico e organizacional e ante quem o titular dos dados pode exercer seus direitos de acesso, retificação, oposição ou cancelamento. Caso os dados fornecidos se refiram a pessoas físicas diferentes do interessado, este deverá informar-lhes sobre os temas contidos nos parágrafos anteriores.


O prazo para a admissão dos trabalhos termina no dia 30 de abril de 2011.


Qualquer um dos membros do Júri poderá, se assim achar oportuno e com prévia autorização do autor, propor artigos que, a seu juízo, devam ser considerados, dada a sua excepcional qualidade.


Com o prêmio, o autor declina seus direitos sobre o artigo vencedor e aceita qualquer tipo de divulgação que seja considerada oportuna. A FUNDACIÓN MAPFRE não tornará públicos os nomes dos concorrentes. Os originais dos trabalhos não premiados serão devolvidos aos seus autores.


O Júri será composto por destacadas personalidades do mundo cultural.

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07/02/2011 10:24:00 postado por: Fundación MAPFRE

Divulgados os resultados da Ajuda García-Viñolas

O Instituto de Cultura da FUNDACIÓN MAPFRE concedeu a IV Ajuda Iberoamericana García-Viñolas para a catalogação de coleções de desenho. O objetivo deste Ajuda, com prêmio máximo de 65.000 euros, é contribuir com a catalogação e difusão de coleções de desenhos artísticos de instituições públicas ou privadas da América Latina, Espanha e Portugal.

A banca julgadora decidiu conceder a Ajuda às seguintes instituições e projetos:

. Museu Torres García (Montevidéu), pelo projeto Digitalização, catalogação e difusão dos desenhos de Joaquín Torres García presentes no Arquivo do Museu Torres García, com o valor de 25.000 euros.
. Fundação Pan Klub / Museu Xul Solar (Buenos Aires), pelo Projeto de catálogo da obra de Xul Solar, com o valor de 22.000 euros.
. Centro Artes Visuais / Museu del Barro – Fundação Carlos Colombino Lailla (Assunção), pelo projeto Catalogação da Coleção de desenhos indígenas, com o valor de 18.000 euros.

A Ajuda García-Viñolas é concedida a cada 2 anos desde 2002, ano em que o crítico de arte e jornalista Manuel Augusto García-Viñolas doou à FUNDACIÓN MAPFRE sua coleção de desenhos . Na Ajuda anterior, o museu paulista Lasar Segall recebeu a quantia de 30.000 euros para a recuperação de cerca de 3 mil desenhos do artista.

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09/12/2010 18:49:00 postado por: Sucena Shkrada Resk

Graciela Iturbide: A vida em preto e branco




“A fotografia é um pretexto para conhecer o mundo, os países e as culturas de outros lugares. Não há um objetivo político atrás das imagens que produzo”, diz a fotógrafa mexicana Graciela Iturbide, autora de sensíveis trabalhos em preto e branco expostos na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, até 30 de janeiro de 2011, em parceria com a FUNDACIÓN MAPFRE.

 























A artista traz meio século de experiência e intimidade com a objetiva de uma câmera. A mostra nos leva a uma viagem que percorre o México e a Índia, com sua gente e seus costumes, a uma faceta das longas rodovias norte-americanas no ‘meio do nada’, à natureza peculiar de localidades italianas. Nesses registros, há uma série especial El baño de Frida, na qual objetos do cotidiano de Frida Kahlo (1907-1954) são desnudados de forma sutil no banheiro da artista.



Ao percorrer os salões da Pinacoteca, de repente, você se depara com uma camponesa com iguanas sobre a cabeça, que fazem uma estranha e, ao mesmo tempo, bonita composição. É a Nossa Senhora das Iguanas. Ou então, com um homem andando em um grande lixão...





“Gosto de retratar o que me surpreende na lógica e no coração. Para mim, o importante é o resultado. Trabalho todas as etapas até a revelação no laboratório”, conta.

Para o veterano fotógrafo brasileiro, German Lorca, 88 anos, que visitou a abertura da exposição no dia 4 de dezembro, Graciela apresenta o que existe na vida, fora do estúdio. “Revela partes dramáticas, felizes, história e ação”, diz.

Agora, é só conferir! Anote em sua agenda: você pode visitar a mostra de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 6,00 e a entrada é grátis aos sábados. A Pinacoteca fica na Praça da Luz, 2, em São Paulo. Mais informações no site www.pinacoteca.org.br.

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30/11/2010 13:40:00 postado por: Blog FUNDACIÓN MAPFRE

FUNDACIÓN MAPFRE e Governo do Estado de São Paulo apresentam na Pinacoteca do Estado Graciela Iturbide





A FUNDACIÓN
MAPFRE e a Pinacoteca do Estado de São Paulo e  apresenta
m exposição retrospectiva da fotógrafa Graciela Iturbide (México, 1942), uma das fotógrafas mexicanas mais destacadas na cena contemporânea internacional. A mostra apresenta cerca de 80 fotografias (p&b) realizadas nos últimos 40 anos, em diversas regiões do México, dos Estados Unidos, Índia e Itália. A exposição propõe uma viagem transversal pela obra de Graciela Iturbide partindo de suas primeiras fotografias até suas imagens mais recentes. Sem atender a uma estrita ordem cronológica, seus projetos mais representativos relacionam-se àquelas temáticas que melhor definem seu poderoso imaginário criativo. Com curadoria de Marta Dahó.





Abertura dia 04 de dezembro, sábado, a partir das 11h
Em cartaz até o dia 30 de janeiro de 2011

Pinacoteca do Estado – Praça da luz, 02 Tel. (11) 3324-1000
Aberta de terça a domingo, das 10h às 18h | R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia). Grátis aos sábados
Imprensa: Carla Regina - coliveira@pinacoteca.org.br

Graciela Iturbide

A exposição é uma retrospectiva da fotógrafa Graciela Iturbide (México, 1942), com cerca de 80 imagens realizadas entre o final dos anos 60 até os dias de hoje em diversos países como México, Estados Unidos, Índia e Itália.

São imagens que retratam a fragilidade das tradições ancestrais e sua difícil subsistência; a interação entre natureza e cultura; a importância do rito no gesto cotidiano e a dimensão simbólica de paisagens e objetos encontrados a esmo ocupam um lugar central em sua trajetória. Autora de uma obra ampla, intensa e singular, Iturbide figura entre os grandes nomes da fotografia artística de inspiração social e cultural.

Ganhadora em 2008 do Prêmio Hasselblad, o maior reconhecimento que um fotógrafo pode receber atualmente, sua obra é fundamental para se compreender a evolução da fotografia não só no México como no resto da América Latina.

Graciela Iturbide inicia sua trajetória como fotógrafa no final da década de 1960, depois de ingressar no Centro de Estudos Cinematográficos do México. Segundo Marta Dahó, curadora da mostra, “Para Iturbide, fotografar é antes de tudo um pretexto para conhecer. A intensidade de sua obra provém em grande medida de sua concepção da fotografia baseada no valor da experiência. Assumindo a própria subjetividade, despojando a fotografia de sua hipotética verdade totalizadora. Iturbide é capaz de documentar e fantasiar explicitando alguns dos paradoxos em que vivemos imersos”. “Sua singular forma de olhar se fez patente desde seus primeiros projetos, nos quais Iturbide nos confronta com questões que ultrapassam as fronteiras de um âmbito geográfico específico: a fragilidade e a difícil sobrevivência dos sistemas socioculturais que convivem sob outras culturas hegemônicas; a presença do rito na gestualidade cotidiana ou, ainda, a dimensão simbólica de paisagens e objetos”.

A mostra é dividida em temas como vemos a seguir:

Seris: os que vivem na areia


Com este projeto sobre os índios Seris do deserto de Sonora, realizado em 1979, Graciela Iturbide provoca uma reflexão que ultrapassa as circunstâncias específicas dessa comunidade: a cisão produzida ao viver entre dois sistemas de referências culturais quase antagônicos.


Juchitán

A visão de Graciela Iturbide sobre as culturas autóctones do México marca sua iniciação ao mundo da fotografia. Realizado ente 1978 e 1986, Juchitán de las Mujeres (Juchitán das Mulheres) é, sem dúvida, o trabalho mais marcante em sua carreira e a consagra em nível internacional.

Juchitán (Istmo de Tehuantepec, Oaxaca) é o ícone da cultura zapoteca e o símbolo de resistência indígena, porém, é também um mundo cujas normas sociais, naquele período, revelam-se atípicas quando comparadas com as do resto do México. Neste projeto, Iturbide apropria-se de sua experiência com as pessoas de Juchitán, especialmente com as mulheres, pois são elas que administram o mercado, sem acesso para os homens, exceto os muxés, homossexuais travestidos que estão integrados na comunidade. Longe de oferecer uma visão idealizada ou pitoresca do indígena, recorre ao senso de humor e à ambivalência do recurso fotográfico para penetrar na complexidade de uma ordem sociocultural diferente por meio de retratos cheios de cumplicidade.


México

Rituais de festa e morte A partir do final da década de 1960 até a década de 1980, os retratos predominam na obra de Iturbide, frutos de encontros casuais durante seus passeios pelos mercados da Cidade do México e das numerosas viagens que realiza a pequenos povoados rurais. É característico desse período seu interesse pela atmosfera teatral que impregna as festas populares mexicanas. São celebrações que mesclam rituais católicos e tradições indígenas em uma grande parafernália carnavalesca. Em Jano é visível esse interesse, e chama a atenção como Iturbide se distancia das cenas de ação para enquadrar as pessoas individualmente, eliminando qualquer detalhe que poderia resultar pitoresco ou sensacionalista. Dessa forma, concentra toda nossa atenção nas personagens e transmite a dimensão trágica que revelam as máscaras ou as fantasias. Essa intensidade aflora também em imagens como Novia Muerte (Noiva Morte), onde não apenas põe em evidência a ironia com a qual o imaginário mexicano representa a morte, mas acentua o caráter surrealista destes ritos sociais.


Paisagens e Objetos

A partir do final dos anos de 1990, Graciela Iturbide demonstra uma clara predileção pela paisagem e por objetos reunidos ao acaso. A figura humana, tão freqüente em sua obra anterior, foi desaparecendo paulatinamente de sua visão, agora muito mais contemplativa e ensimesmada. Uma mão de pedra descansa entre as árvores; a cauda de um pavão real se confunde com o solo, uma avenida de espessos ciprestes parece conduzir-nos a um labirinto...
Inclusive aqueles lugares como Chalma – uma das imagens mais representativas da nova direção que seu trabalho assume– onde um dia fotografou cenas carnavalescas, são, agora, um silencioso jardim de ferro e nuvens.


En el nombre del Padre

Realizado em 1992, este projeto mostra a visão sobre o sacrifício de centenas de cabras, celebrado anualmente nas mixtecas de Oaxaca desde os tempos da conquista espanhola. Partindo da premissa de que o sacrifício não é senão a repetição de um mito cosmogônico, uma encenação do ato primordial da criação do mundo, En el nombre del Padre (Em nome do Pai) não é uma reportagem sobre os costumes locais, mas sim um verdadeiro tour de force visual sobre a morte, o sangue e a espiritualidade. A partir da documentação do acontecimento, Iturbide mergulha na pesada carga histórica subjacente à violência desses
sacrifícios, evocando também ressonâncias bíblicas, como revela o título deste trabalho.


El baño de Frida

Em 2006, Iturbide recebe a função de fotografar um dos banheiros da casa-museu de Frida Kahlo (1907-1954), que havia permanecido trancado desde sua morte, em 1954, por desejo expresso de seu marido, Diego Rivera. A direção do museu decidiu não averiguar o que havia em seu interior até 2004 e, antes de começar a classificar e catalogar seu conteúdo, convida Iturbide para fotografá-lo.

Ninguém sabe, ao certo, as razões que levaram Rivera a decidir pela clausura do banheiro. Talvez fora simplesmente a necessidade de preservar um lugar íntimo da artista, como atestam os objetos pessoas ali encontrados: espartilhos, a perna ortopédica de Frida e algumas muletas, cartazes políticos de Lênin e Stalin, medicamentos e outros objetos desgastados pelo tempo, que Graciela Iturbide fotografa como relíquias incorruptas de um santuário profanado.

Consciente da devoção que desperta este ícone da cultura mexicana, Iturbide se aproxima dos objetos e equipamentos de Frida Kahlo reinterpretando-os a partir de seu próprio espaço poético.


Sobre Gabriela Iturbide
Ao longo de sua carreira, Graciela Iturbide recebeu vários reconhecimentos, destacando-se o Prêmio Eugene Smith Memorial Foundation por sua obra Juchitan, em 1988. Paralelamente, sua obra continua obtendo reconhecimento internacional: recebe o Grande Prêmio de Mois de La Photo de Paris, o Grande Prêmio Internacional do Museo de Fotografia de Hokaido, Japão, e o premio Nacional de Ciências e Artes do México, em 2009. Em outubro de 2010, recebe o prêmio Lucie Award em Nova York.
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